A Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook e Instagram, firmou um acordo com uma jovem que a acusou de projetar suas redes sociais de forma a causar dependência e impactar negativamente a saúde mental dos usuários. O entendimento foi alcançado nesta sexta-feira (30), conforme informações obtidas pela Reuters.
A autora da ação alegou que o uso das redes sociais contribuiu para o surgimento de transtornos alimentares. Os detalhes financeiros e os termos do acordo não foram divulgados publicamente. Esta negociação acontece em um momento em que a Meta já havia resolvido uma disputa semelhante com outra jovem, S.J., o que deixa o julgamento em andamento focado apenas na Snap, dona do Snapchat.
A advogada de K.D.B., Emily Jeffcott, expressou satisfação com a solução encontrada, ressaltando o compromisso da empresa em melhorar a segurança das crianças nas redes sociais e a necessidade de responsabilizar as gigantes da tecnologia. Este caso é um dos muitos que tramitam em tribunais dos Estados Unidos, onde empresas como Meta, Snap, TikTok e YouTube são acusadas de intencionalmente desenvolver suas plataformas para fomentar o uso compulsivo, dificultando que os jovens se desconectem.
As duas jovens, que iniciaram seu uso de redes sociais ainda na infância, apontam para recursos como a reprodução automática de vídeos e a rolagem infinita como elementos que contribuíram para a formação de hábitos prejudiciais. As empresas negam que suas plataformas sejam projetadas com tal objetivo, afirmando que tomam medidas para garantir um ambiente seguro para os jovens.
O processo em questão foi selecionado entre milhares para servir como um caso de referência, podendo influenciar a forma como disputas semelhantes são tratadas no futuro. Este é o segundo julgamento em Los Angeles sobre dependência de redes sociais, e a quantidade de ações judiciais enfrentadas pelas plataformas é crescente, com alegações de que suas práticas têm desencadeado uma crise de saúde mental entre os jovens, manifestada em casos de ansiedade e depressão.
No primeiro julgamento, a Meta e o YouTube foram considerados negligentes e condenados a pagar US$ 6 milhões a uma jovem. Além disso, a empresa já havia fechado acordos que podem totalizar até US$ 18 bilhões com diversos estados dos EUA, visando encerrar processos similares movidos por procuradores-gerais. Recentemente, a Meta também foi condenada a pagar uma multa de US$ 25 bilhões por enganar usuários sobre privacidade e gestão de discursos de ódio, uma decisão que está sendo contestada pela empresa.
Crédito da imagem: MPT processa Meta em R$ 50 milhões


