sábado, 07/11/2026

FAO revela aumento significativo no preço do açúcar, enquanto outros alimentos apresentam queda nos valores.

Em um cenário onde os preços globais dos alimentos registram uma queda, o açúcar se destaca com um aumento expressivo de 28,8% em outubro em relação ao mesmo período do ano anterior. Este crescimento,…

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Em um cenário onde os preços globais dos alimentos registram uma queda, o açúcar se destaca com um aumento expressivo de 28,8% em outubro em relação ao mesmo período do ano anterior. Este crescimento, que também representa um avanço de 6,6% em comparação com setembro, marca a quarta alta mensal consecutiva, elevando o valor do açúcar ao seu nível mais alto desde dezembro de 2024, conforme os dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgados nesta sexta-feira (6).

A principal causa dessa elevação nos preços do açúcar é atribuída às chuvas que impactaram negativamente a colheita e a moagem da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil, o coração da produção nacional. Além disso, as incertezas em relação à safra na Índia, na União Europeia e na Tailândia para 2026/27 também contribuíram para o cenário de alta, segundo a FAO.

Este aumento do açúcar contrasta com a tendência de queda observada nos preços globais dos alimentos, que recuaram 1,2% em relação a setembro, conforme o índice da FAO. Apesar dessa diminuição, o índice permanece 5,9% acima do valor registrado em outubro de 2025 e 16,4% inferior ao pico alcançado em março de 2022, em meio à turbulência provocada pela guerra na Ucrânia.

Os cereais foram os principais responsáveis pela pressão de baixa nos preços, apresentando uma queda de 4,5% em outubro, com o trigo interrompendo uma sequência de quatro meses de alta. A demanda internacional mais fraca e as melhores perspectivas de produção, especialmente na Argentina, foram fatores cruciais para essa redução.

O milho também viu seus preços diminuírem após atingir patamares elevados em setembro, refletindo uma colheita robusta nos Estados Unidos e a expectativa de uma oferta abundante na América do Sul. Por outro lado, o arroz registrou um aumento de 1,6%, impulsionado por atrasos nas colheitas e custos de produção elevados.

No segmento das carnes, os preços caíram 1,2% no mês, enquanto os laticínios também apresentaram uma queda de 1,1%, devido à oferta abundante e à diminuição da procura. Em contraste, os óleos vegetais tiveram um leve aumento de 0,3%, impulsionado pela alta dos preços dos óleos de soja e girassol.

Esse panorama revela um mercado agrícola com nuances complexas, onde a alta do açúcar se destaca em meio a um contexto de redução nos preços de outros produtos alimentícios, indicando a necessidade de atenção às variáveis climáticas e econômicas que influenciam a produção e o comércio global.

Crédito da imagem: Canavial na região de Ribeirão Preto (SP).