A corretora de criptomoedas Binance, uma das maiores do mundo, enfrenta um desafio significativo após um ataque hacker que resultou no roubo de mais de US$ 6 bilhões. Em um comunicado recente, a empresa anunciou que já conseguiu recuperar 90% das perdas, utilizando recursos próprios para garantir que seus clientes não sofram prejuízos financeiros.
Dentre as dez criptomoedas já cobertas, destacam-se o bitcoin (BTC) e o ether (ETH). A empresa reafirmou seu compromisso em restituir o valor total dos ativos afetados, mas os 10% remanescentes referem-se a moedas menos negociadas, o que pode dificultar a recuperação completa. “Nosso compromisso permanece o mesmo: a Binance cobrirá integralmente o impacto financeiro dos fundos roubados neste incidente”, declarou a corretora.
A Binance está utilizando um fundo de emergência que foi criado em 2018 para proteger os investidores em situações críticas, como este ataque. Além disso, a corretora também recorreu a um fundo de seguro destinado a operações com criptomoedas, garantindo que a retirada desses recursos não comprometa a proteção dos usuários. A expectativa é que os saques sejam liberados neste domingo (1º), após uma breve suspensão do serviço.
O ataque, considerado o mais significativo na história das criptomoedas, ocorreu na quinta-feira (29) e, apesar de a Binance não ter ainda identificado os hackers, há indícios de que possam estar ligados à Coreia do Norte. A corretora está colaborando com autoridades internacionais, incluindo o FBI, para investigar o incidente. Até o momento, cerca de US$ 3 bilhões em criptomoedas roubadas foram localizados, mas isso não significa que os fundos tenham sido totalmente recuperados.
Após o ataque, as criptomoedas começaram a mostrar sinais de recuperação. O bitcoin, por exemplo, registrou uma leve alta de 0,22%, enquanto o ether e a solana também tiveram avanços. Essa recuperação pode ser um reflexo da confiança contínua dos investidores na capacidade da Binance de lidar com a crise.



