quarta-feira, 28/10/2026

Ministro da Fazenda defende ajuste fiscal cuidadoso, enquanto Flávio sinaliza medidas drásticas para as contas públicas

Em meio ao cenário econômico desafiador que o Brasil enfrenta, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, trouxe à tona a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o ajuste das contas públicas.…

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Em meio ao cenário econômico desafiador que o Brasil enfrenta, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, trouxe à tona a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o ajuste das contas públicas. Em entrevista ao Uol, Durigan defendeu uma abordagem cuidadosa, evitando a radicalização e enfatizando a necessidade de um equilíbrio fiscal responsável, sem “dar cavalo de pau” na economia.

O foco, segundo o ministro, é conter o crescente endividamento público, o que, em última análise, poderia resultar na redução das taxas de juros e estimular a economia, que já apresenta sinais de desaceleração. Durigan, representando a campanha de Lula, expressou ceticismo em relação à possibilidade de um ajuste fiscal de R$ 200 bilhões em apenas um ano, afirmando que isso seria impraticável sem um retrocesso nos programas sociais.

Enquanto isso, a campanha de Flávio Bolsonaro, adversário de Lula no segundo turno das eleições marcadas para domingo (25), promete um “tesouraço” nos gastos públicos como resposta à crise fiscal. A proposta de Bolsonaro inclui medidas drásticas para equilibrar as contas, mas os economistas permanecem cautelosos. Eles alertam que a adoção de um ajuste fiscal rápido pode ser inviável, especialmente com os compromissos de manter os programas sociais e aumentar salários e aposentadorias acima da inflação.

Durigan reiterou que o objetivo do Partido dos Trabalhadores é implementar um ajuste fiscal gradual, com uma meta de dois pontos do Produto Interno Bruto (PIB) durante um possível quarto mandato de Lula. Ele se comprometeu a apresentar um superávit nas contas do governo até 2027, embora essa previsão seja considerada otimista por muitos analistas, especialmente diante das promessas de aumento no Bolsa Família e outras ações sociais.

Conforme o relatório de Acompanhamento Fiscal da Instituição Fiscal Independente (IFI), um superávit primário de 2,1% do PIB é essencial apenas para estabilizar a dívida pública, colocando em perspectiva a magnitude do desafio que o próximo governo enfrentará. Com as promessas de ambos os candidatos em jogo, o futuro fiscal do Brasil permanece incerto e será um dos temas centrais na decisão dos eleitores neste segundo turno.