quarta-feira, 28/10/2026

Americanas tem recuperação judicial encerrada pela Justiça

A Americanas, um dos gigantes do varejo brasileiro, anunciou nesta segunda-feira (19) um marco significativo em sua trajetória recente: a Justiça do Rio de Janeiro decretou o fim de seu processo de recuperação judicial.…

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A Americanas, um dos gigantes do varejo brasileiro, anunciou nesta segunda-feira (19) um marco significativo em sua trajetória recente: a Justiça do Rio de Janeiro decretou o fim de seu processo de recuperação judicial. Este processo foi instaurado em janeiro de 2023, em meio a um escândalo que revelou fraudes contábeis que superavam a casa dos bilhões.

De acordo com a empresa, todas as metas do plano de recuperação foram cumpridas, com 91% dos credores apoiando a proposta. A varejista destacou que, apenas no primeiro semestre de 2026, suas vendas nas lojas em funcionamento cresceram 9,3%, resultando em ganhos operacionais de R$ 500 milhões. Este desempenho positivo parece refletir um esforço sério da companhia em restaurar a confiança de seus acionistas e consumidores.

O pedido para encerrar a recuperação judicial foi feito pela Americanas em março deste ano e a decisão foi ratificada pela 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, após pareceres favoráveis da Administração Judicial e do Ministério Público do Estado. Em um comunicado, a empresa reafirmou seu compromisso com a expansão de suas operações e a melhoria da experiência de seus clientes, evidenciando uma visão otimista para o futuro.

As ações da Americanas reagiram positivamente à notícia, encerrando o dia com uma alta de quase 7%, atingindo o valor de R$ 5,97.

Para entender o impacto dessa recuperação, é importante recordar os eventos que levaram a essa situação. Em 11 de janeiro de 2023, a Americanas revelou um rombo contábil estimado em R$ 20 bilhões, que resultou na saída abrupta de seu então presidente, Sergio Rial, apenas nove dias após assumir o cargo. Essa crise gerou uma corrida de investidores para vender suas ações, resultando em uma queda de quase 80% no valor dos papéis da companhia em um único dia.

Com o pedido de recuperação judicial apresentado em 19 de janeiro e a retirada das suas ações da B3, a empresa iniciou um longo caminho de reestruturação. O plano de recuperação, que foi finalmente aprovado em dezembro, envolveu uma dívida total que ultrapassava os R$ 50 bilhões, e contava com um aporte substancial de R$ 12 bilhões dos principais acionistas, incluindo os bilionários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles.

O encerramento da recuperação judicial é um passo significativo para a Americanas, mas os desafios permanecem. A capacidade da companhia de restabelecer sua posição no mercado e reconquistar a confiança dos investidores e consumidores será crucial para sua recuperação a longo prazo.