quarta-feira, 04/11/2026

Montadoras como Toyota, GM e VW solicitam proibição duradoura de veículos chineses no mercado americano

Uma coalizão de grandes montadoras, incluindo nomes como General Motors, Volkswagen e Toyota, fez um apelo contundente ao Congresso dos Estados Unidos para que seja aprovada uma proibição permanente de veículos chineses ainda este…

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Uma coalizão de grandes montadoras, incluindo nomes como General Motors, Volkswagen e Toyota, fez um apelo contundente ao Congresso dos Estados Unidos para que seja aprovada uma proibição permanente de veículos chineses ainda este ano. A solicitação foi apresentada na segunda-feira, assim que as atividades legislativas se preparam para serem retomadas após as eleições de meio de mandato.

A Alliance for Automotive Innovation, que representa quase todas as principais fabricantes do setor automotivo, argumenta que a presença de veículos chineses no mercado norte-americano não só compromete a segurança nacional, mas também ameaça os investimentos realizados por essas montadoras em solo americano. O presidente da associação, John Bozzella, enfatizou a necessidade de resguardar o mercado dos EUA contra uma “enxurrada de importações chinesas” que, segundo ele, coloca em risco a privacidade dos motoristas e desvaloriza os esforços das fabricantes locais.

Atualmente, já existem barreiras que dificultam a entrada de montadoras chinesas no mercado norte-americano, como restrições que efetivamente proíbem a venda ou fabricação de carros de passeio por essas empresas. Essa regulamentação, implementada em 2025 sob a administração Biden, foi uma resposta ao risco de coleta de dados sensíveis por parte de empresas chinesas. Além disso, os EUA impõem tarifas superiores a 100% sobre veículos elétricos provenientes da China, mas as montadoras estão pressionando por uma legislação que formalize um banimento permanente.

Embora o projeto tenha avançado em julho, recebendo o apoio de uma comissão do Senado, a tramitação na Câmara dos Representantes ainda enfrenta desafios. Com mais de 100 parlamentares como coautores, a proposta parece ter um suporte significativo, mas a possibilidade de atrasos é real, especialmente se os democratas assumirem o controle do Legislativo após as eleições. Nesse cenário, o tempo para a votação pode se esgotar antes do fim da sessão legislativa, previsto para dezembro.

Bozzella alertou sobre a crescente influência dos veículos chineses no mercado europeu, onde, nos primeiros meses de 2026, mais de 1,1 milhão de carros foram importados da China, superando o total de 2025. Ele defendeu que o Congresso deve agir rapidamente para proteger a base industrial e de defesa dos Estados Unidos, evitando que as montadoras chinesas reproduzam na América o que conseguiram realizar sem consequências na Europa.

Por sua vez, o governo chinês já se manifestou contra as propostas americanas, chamando a atenção para a necessidade de respeitar as leis de mercado e os princípios de concorrência justa, além de classificar as medidas como uma forma de repressão injustificada. A disputa entre as potências se intensifica, refletindo não apenas a competição econômica, mas também questões de segurança e soberania.

Crédito da imagem: Fábrica da Toyota no Texas, Estados Unidos.