quarta-feira, 28/10/2026

Ricos brasileiros enfrentam perda de US$ 14 bilhões com queda do Ibovespa

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gerou um impacto significativo nos mercados financeiros brasileiros, resultando em uma das maiores quedas da história da bolsa nacional. Nesta segunda-feira (26), o Ibovespa,…

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A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gerou um impacto significativo nos mercados financeiros brasileiros, resultando em uma das maiores quedas da história da bolsa nacional. Nesta segunda-feira (26), o Ibovespa, índice principal da B3, desvalorizou-se em mais de 10% logo nos primeiros minutos de negociação, acionando o “circuit breaker” para interromper temporariamente as operações devido à volatilidade.

O abalo no mercado não se limitou às operações da bolsa, mas também teve efeitos diretos sobre a fortuna de alguns dos bilionários mais ricos do Brasil, especialmente aqueles com fortes laços ao setor bancário. De acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg, os dez brasileiros listados entre as 500 pessoas mais ricas do mundo sofreram perdas que somam US$ 14 bilhões (aproximadamente R$ 75,6 bilhões) em um único dia, marcando o maior impacto diário já registrado desde o início do levantamento em 2012.

Ao fim do pregão, o Ibovespa fechou com uma queda acumulada de 13,88%, estabelecendo-se em 176.608 pontos. Entre as empresas mais afetadas, a Magazine Luiza liderou as perdas, com uma desvalorização de 58,23%, seguida pela Vamos com -56,79% e Hapvida com -54,93%. Outros setores, como consumo, varejo e mercado imobiliário, também enfrentaram quedas acentuadas, refletindo um cenário de pessimismo generalizado.

A pressão nas ações de grandes companhias, conhecidas como blue chips, como bancos e empresas de petróleo, foi evidente. O Banco do Brasil, por exemplo, viu suas ações caírem 27,31%, enquanto o BTG Pactual e o Itaú Unibanco registraram perdas de 24,83% e 13,66%, respectivamente. Essa desvalorização impactou diretamente a fortuna de bilionários do setor financeiro, que viram suas riquezas encolherem drasticamente em um dia.

O fundador do BTG Pactual, André Esteves, assistiu sua fortuna ser reduzida em US$ 3,7 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões), representando uma diminuição de 24% de seu patrimônio, agora estimado em US$ 12 bilhões (R$ 64,8 bilhões). Por sua vez, David Vélez, do Nubank, enfrentou uma perda de US$ 2,3 bilhões (R$ 12,4 bilhões). Os irmãos Pedro e Fernando Moreira Salles, acionistas do Itaú Unibanco, também registraram perdas consideráveis que somaram aproximadamente US$ 3 bilhões (R$ 16,21 bilhões).

Além da queda das ações, a desvalorização do real em relação ao dólar, que subiu 8,21% e fechou a R$ 5,4027, contribuiu para a redução do patrimônio dos bilionários quando convertido para a moeda americana. A família Moreira Salles, conhecida por ser a mais rica do Brasil, viu seus membros enfrentarem perdas significativas, mesmo aqueles que não detêm participação direta no Itaú. Juntos, João e Walter Moreira Salles perderam cerca de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,48 bilhões), refletindo a turbulência generalizada nos mercados.

Crédito da imagem: O que explica o ‘circuit breaker’ na bolsa de valores?