quarta-feira, 28/10/2026

Expectativa de crescimento no mercado de canetas emagrecedoras pode atingir US$ 22 bilhões até 2035

A Anvisa emitiu um alerta sobre os perigos das canetas emagrecedoras caseiras que utilizam tirzepatida em pó. Este tipo de produto tem se tornado popular entre aqueles que buscam emagrecimento rápido, mas os riscos…

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A Anvisa emitiu um alerta sobre os perigos das canetas emagrecedoras caseiras que utilizam tirzepatida em pó. Este tipo de produto tem se tornado popular entre aqueles que buscam emagrecimento rápido, mas os riscos associados à sua utilização são alarmantes. A regulamentação e a segurança devem ser priorizadas em um mercado que já enfrenta desafios significativos.

Segundo um relatório do banco de investimentos J.P. Morgan, o mercado global de medicamentos para emagrecimento, incluindo as canetas de GLP-1, deve crescer de US$ 6,6 bilhões para impressionantes US$ 22 bilhões até 2035. Essa expansão é prevista principalmente para o Brasil, China e Índia, onde a obesidade e o diabetes são problemas crescentes. O aumento da acessibilidade a esses tratamentos, impulsionado pela redução de preços e pela chegada de genéricos, pode transformar a forma como esses medicamentos são utilizados.

Medicamentos como Ozempic e Wegovy têm se destacado na luta contra o diabetes e a obesidade, mas a utilização ainda é baixa em países emergentes. Em contraste, apenas uma fração da população na China e na Índia recorre a esses tratamentos, revelando um potencial inexplorado que pode ser rapidamente aproveitado nas próximas décadas.

O Brasil, embora atualmente lidere entre os três países, ainda verá uma adoção limitada desses medicamentos: estimativas indicam que apenas 7% a 8% da população brasileira com obesidade utilizará esses tratamentos até 2035. Enquanto isso, os Estados Unidos já apresentam uma taxa de uso de cerca de 30%. As alterações nas patentes e a introdução de alternativas mais acessíveis podem ajudar a mudar esse cenário, mas o caminho ainda é longo.

A China, por sua vez, está se preparando para ultrapassar o Brasil e se tornar o maior mercado neste setor até 2027, devido à sua enorme população com diabetes. Já a Índia enfrenta barreiras culturais e econômicas que dificultam a adoção mais ampla de medicamentos injetáveis. Apesar do potencial, o crescimento do mercado depende de um compromisso com a segurança e a regulamentação adequadas, especialmente em um contexto onde produtos não regulamentados podem representar sérios riscos à saúde.